| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Tyranni |
| Infraordem: | Tyrannides |
| Wetmore & Miller, 1926 | |
| Parvordem: | Tyrannida |
| Família: | Onychorhynchidae |
| Tello, Moyle, Marchese & Cracraft, 2009 | |
| Espécie: | O. swainsoni |
A maria-leque-do-sudeste é uma ave passeriforme da família Tyrannidae.
Mede 17 cm de comprimento. Essa curiosa espécie da família apresenta um cocar encrespado muito desenvolvido. O macho apresenta o leque vermelho e a fêmea laranja.
Com seu bico chato em forma de pinça, captura insetos alados dotados de grandes asas tais como borboletas e libélulas, ou perigosos insetos dotados de ferrões venenosos, como certas mamangavas e vespas. As longas cerdas que cercam a base do bico ampliam sua capacidade de aprisionar grandes insetos. Após capturarem uma presa em pleno ar, retornam ao poleiro de onde partiram, batendo-a de encontro ao galho para se livrarem dos perigosos ferrões ou de suas grandes asas.
Constrói um ninho em forma de bolsa que mede de 0,6 a 2,0 metros de comprimento, com musgo, folhas secas, e outras fibras vegetais. Esses ninhos longos são tecidos na extremidade de galhos finos em bordas de encostas íngremes ou sobre córregos no interior de matas.
Ocorre na Mata Atlântica entre 0 e 800 metros de altitude, como substituta da maria-leque. Usualmente encontrados em casais, acompanham bandos mistos pelos estratos baixos, tanto na mata primária quanto na secundária.